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Foi na
Alemanha,
no início
da segunda metade do século XVI que apareceu definitivamente
o culto da reprodução de "casas" e "objectos em miniatura.
Contudo, encontramos peças deste tipo, em culturas mais
antigas - como a egípcia, a grega e a romana.
A ideia que
presidiu ao aparecimento destas casas era, tão só, a de
registar, para a posteridade, o estilo e o luxo das casas das
famílias abastadas, nobres e burguesas. A
casa em miniatura construída para o Duque Bávaro, Albert V, é
um dos primeiros exemplos desta teoria.
Um pouco mais
tarde, já no século XVII, surgiram na Holanda, pela mão de
estudantes de arquitectura e decoração de interiores, algumas
casas em miniatura. Nos finais do século XVIII, a
Inglaterra e Estados Unidos são também invadidos por esta
arte. É, no entanto, na era Victoriana, no fim do século XIX,
que as casas de bonecas adquirem grande expansão e
popularidade. É também nessa altura, que as casas em miniatura, até então designadas
«Casas Bebé», passam definitivamente a ser conhecidas por
«Casas de Bonecas».
Dada a
preciosidade das miniaturas, as primeiras casas de bonecas
alemãs e
holandesas eram construídas no interior de armários.
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Foi em
1920, que um episódio curioso fez surgir uma das casas de
bonecas mais especiais de sempre. Como a Rainha Mary do Reino
Unido era uma coleccionadora de miniaturas, um ilustre primo
do Rei
Jorge V confiou
a um dos seus arquitectos mais prestigiados da época, Sir
Edwin Lutyens, a construção de uma casa em miniatura, à escala
1:12. Embora surpreendido com a originalidade do pedido, o
zeloso arquitecto aceitou o projecto com grande entusiasmo e
dedicação. "Conceberemos e construiremos algo intemporal, que
mostre às gerações futuras como vivia um rei e uma rainha no
século XX", terá revelado ele. A afirmação reflecte o modo
como o projecto foi conduzido: foram necessários 4 anos e mais
de 1.500 contribuições de lojistas, artistas e artesãos, para
que a casa fosse, finalmente, concluída e apresentada à
Rainha. A sua perfeição é tão grande
que
até
possui sistema de água
corrente,
elevador, iluminação eléctrica,
gramofone e utensílios que funcionam de verdade. Luxuosíssimo,
o piso da casa de banho foi executado em madrepérola. Actualmente,
a casa
está exposta no Castelo de Windsor.
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Foi
aproximadamente nessa altura, 1920, que a americana James Ward
Thorne, começou a sua impressionante colecção de miniaturas.
Em 1930, a grande depressão económica e a necessidade de
alienação de bens com valor por parte de algumas famílias
ricas, permitiu a James Ward Thorne adquirir uma infinidade de
"miniaturas", "roomboxes" e "casa de bonecas" a baixos preços.
As miniaturas eram tantas que, por uma questão de comodidade,
James optou por dispor as suas miniaturas em pequenos
compartimentos. A preciosidade dos conjuntos era tal que, em
1932, foram expostas ao público, a 1ª série de 30 colecções.
Actualmente, a colecção «The Thorne Rooms» reúne 68 dos seus
melhores "ambientes", construídos entre 1937 e 1941 e está
exposta no "Instituto de Arte de Chicago" que foi fundado em
1879. Veja a beleza da foto ao lado. |
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 Produzido
pelo Departamento de Marketing da "modelKIT, Lda." -
Cascais - Portugal - 2008 |
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